Janeiro Roxo terá ações de esclarecimento e prevenção em Quissamã

O Janeiro Roxo neste ano, por causa da pandemia da Covid-19, terá uma programação informativa, de segunda-feira (25) a sexta-feira (29), em Quissamã. As ações da campanha de luta contra a hanseníase foram iniciadas no Centro de Especialidades, com salas de espera e transmissão de vídeos sobre a hanseníase. O mesmo local também recebe mais duas ações: na terça-feira (26), orientações com equipe multidisciplinar e, na quinta-feira (28), será ofertada aos pacientes avaliação com fisioterapeutas. Todas as atividades começam às 8h.

O Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase tem como objetivo informar à população os riscos e sintomas da doença. O diagnóstico precoce permite diminuir as chances de surgirem incapacidades físicas, além da interrupção da cadeia de transmissão. O que é muito importante, já que o Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos da doença, ficando atrás somente da Índia.

— Vamos realizar uma semana de conscientização sobre o tratamento da doença, que é tratável e dificilmente deixa alguma sequela, sendo diagnosticada precocemente. Por isso, se tiver algum sintoma, a pessoa deve procurar o ambulatório de dermatologia para tirar todas as dúvidas. Vale ressaltar que, mesmo neste período de pandemia, o paciente deve buscar informações — disse o dermatologista Thiago Rubim Bellott.

Segundo a Coordenadoria de Hanseníase de Quissamã, o diagnóstico tem que ser o mais rápido possível, para evitar sequelas, já que a doença atinge a pele e os nervos periféricos, isto é, os nervos dos braços, mãos, pernas e pés, principalmente, causando dormência e perda de sensibilidade na pele. As manchas podem variar de uma simples mancha clara até várias, de tonalidades avermelhadas ou amarronzadas. Mas a única doença de pele que causa perda de sensibilidade é a hanseníase.

Para prevenção é preciso que se observe o próprio corpo, principalmente nas regiões das nádegas, costas, atrás das pernas, que são essas áreas ficam escondidas, e como a mancha não dói, as pessoas não procuram a unidade de saúde. Ao encontrar qualquer mancha que não coça, não dói, não melhora e quando tocada, apresenta falta de sensibilidade, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Fonte: Secom/PMQ

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