Hemocentro de Campos passa a ser polo para cadastrar doadores de medula

Campos se torna o primeiro município do interior a oferecer esse tipo de serviço - Fotos: César Ferreira

O Hemocentro Regional de Campos, anexo ao Hospital Ferreira Machado, iniciou nesta segunda-feira (18) mais um importante serviço na área de saúde: o cadastramento de doadores de medula óssea. Com isso, Campos se torna o terceiro município do Estado do Rio e o primeiro do interior a ser polo desse tipo de procedimento.

O prefeito Wladimir Garotinho ressaltou a importância do novo serviço que ajudará a salvar vidas de muitas pessoas que aguardam na fila de espera para transplante de medula. A campista Priscila Pixoline, por exemplo, foi diagnosticada com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) em março de 2019, fez sessões de quimioterapia e conseguiu ser transplantada em novembro daquele mesmo ano, graças a um doador de Londrina, no Paraná. Agora, ela comemora o serviço, que será feito pelo Hemocentro Regional de Campos. “Há na cidade pessoas que precisam de transplante de medula. Quem sabe elas não encontram aqui um doador compatível?”, disse o prefeito.

Moradora do Jardim Carioca, Daniela Soares (foto abaixo), de 31 anos, foi a primeira doadora no novo polo. “Vi a notícia do lançamento desse novo serviço em uma live nas redes sociais e decidi participar. Sou mãe e imaginei, por exemplo, a angústia de quem tem um filho doente e espera uma doação. Quem sabe eu não posso ajudar a salvar uma vida”, ressaltou.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Aldesir Barreto, destacou a importância da implantação do banco e do Hemocentro. “O polo de medula é um avanço no município, com relevância na saúde. E vai garantir a possibilidade de salvar vidas”, destacou Barreto, que clamou a população também para doação de sangue. “Precisamos ter consciência e fazer a nossa parte. O Hemocentro necessita que a população faça a doação de qualquer tipo de sangue”, finalizou.

A diretora técnica do Hemocentro, Sandra Chalhub, lembra da luta que teve no início em 2019, que redundou numa campanha que aconteceu no CIEP da Lapa e conseguiu cadastrar 3.750 doadores de medula. Após a iniciativa, começaram as conversações entre o Hemocentro de Campos, Ministério da Saúde, HemoRio e Laboratório de Histocompatibilidade da UERJ, que incluíram Campos como polo de cadastro para doação de medula.

Além de um ato de solidariedade, a doação de medula óssea pode ajudar pacientes que têm o transplante como única chance de cura. O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para pacientes com doenças de sangue, como leucemia, linfomas e alguns tipos de anemia, substituindo as células doentes de medula óssea por células saudáveis.

Para se tornar um doador de medula óssea, o candidato (a) deverá ter entre 18 e 35 anos e estar dentro das condições para doar sangue. Após a doação, uma amostra do sangue será coletada para a realização do exame de histocompatibilidade (HLA) e inclusão no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula (Redome).

Fonte: SubCom/PMCG

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