Análise identifica variante P1 da Covid-19 em Macaé

A transmissão da variante “P1” em pacientes infectados pela Covid-19 em Macaé foi confirmada por análises realizadas por laboratório do governo do Estado, em parceria com a Fiocruz, entregues, nesta semana, à Secretaria Municipal de Saúde. O resultado confirma os dados clínicos identificados pela rede municipal de assistência aos pacientes da Covid-19, que apontam um novo perfil de contágio e evolução de sintomas para quadros mais severos da doença, em pessoas com idade produtiva (abaixo de 60 anos) e sem comorbidade.

 

“A nossa equipe identificou uma nova dinâmica da doença nos pacientes infectados após o período do Carnaval. O perfil de evolução da doença para quadro grave, já no estágio inicial de infecção, apresentava para nós a presença desta variante, o que está confirmado nas análises”, destaca a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Saúde, Lisa Chagas.

 

As análises foram coletadas através de uma pesquisa de variante aleatória, em pacientes internados na cidade nos dias 28 de fevereiro e 18 de março deste ano. O material foi enviado ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ), referência para o governo do Estado nos estudos sobre a evolução da pandemia, e também à Fiocruz.

 

“A confirmação da variante nos ajuda a identificar também o resultado das ações traçadas pelo município para reduzir o contágio e de assistência aos pacientes graves”, aponta Lisa.

 

Para auxiliar no monitoramento da pandemia, a Saúde estabeleceu parceria com o Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade/Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nupem-UFRJ), que mantém pesquisas através de testagem com antígenos que ajudam a identificar de forma mais rápida e precisa novos pacientes positivos.

 

Eficácia nas ações de enfrentamento

 

Estudos realizados pela UFRJ também indicam a eficácia das ações de enfrentamento à pandemia em Macaé. Em nota técnica, o Grupo de Trabalho Multidisciplinar da universidade sobre o coronavírus (Covid-19) identifica que o fator de risco (Fator R) de Macaé está em 0.97, o menor entre as cidades comparadas pelo estudo: Rio de Janeiro (1.56), Niterói (1.33), Duque de Caxias (1.40) e Nova Iguaçu (1.46).

 

Fonte: Secom/PMM

Compartilhe

Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no email
Email